Digital de verdade!

by Rafael Pereira
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Uma coisa que venho pregando nos últimos anos é o “Digital de verdade”, inclusive que a G+P usa sempre nas suas apresentações, falo isto principalmente por ter trabalhado em algumas das maiores agências digitais do país com clientes globais e raramente via o que chamo de digital de verdade!

E estamos em um momento muito especial, mesmo que infelizmente vivemos uma pandemia terrível, as crise ensinam muito, principalmente para os negócios e aqui ficam algumas lições sobre o digital e o que isto quer dizer?

O primeiro fator é que houve uma aceleração do processo de digitalização das pessoas, pois com o isolamento muita gente descobriu o e-commerce, os aplicativos, as vídeo conferências e outras tantas coisas. O mercado de entretenimento se rendeu as lives, vimos sistemas de doação, marcas de produtos completamente digitais anunciando como nunca antes. Além claro do crescimento dos streaming e derivados.

O segundo fator, é que hoje temos 3 gerações no mundo, uma completamente analógica, uma completamente digital e a nossa, de transição entre uma e outra. Não é incomum ver uma criança tentar ampliar uma foto física com os dedinhos ou tocar uma tela achando que é touch.

Isto mostra que estamos no mesmo momento que nos anos 80 mudou tudo com a era da informática, quem não acreditou na transição morreu, isto é um fato e estamos prestes a presenciar de novo, quem não viver o digital não viverá muito.

E com isto chegamos ao terceiro ponto, nos últimos 4 anos vimos diversas agências gigantes quebrarem, com históricos invejáveis, que eram desejo de todo estudante de publicidade, fora as que se fundiram para não quebrar. Outro fato que quem está no mercado também percebe é a migração dos profissionais de agência para os clientes, saindo do mercado de publicidade e indo para o marketing e derivados.

E isto acontece exatamente pela falta de entendimento do que é o digital de verdade. As agências ainda tem times super faturados focados em ideias para ganhar Cannes e principalmente para ganhar BV de terceiros e sua porcentagem em cima da mídia.

Em média estes valores variam entre 5 a 20 porcento do investimento e ainda tem retornos dos terceiros, sendo assim é muito melhor eu oferecer um filme para passar na TV, onde cobro 250 mil no filme, ganho 50, faço um plano de mídia de 4 milhões na TV e ganho 400, isto que minha estrutura já é paga pelo cliente em seu fee. Não parece muito justo certo?

O pior é que o mindset destes profissionais está completamente ligado em como tirar estes valores e não em como vender o produto, serviço, ideia ou conceito. Estive em diversas reuniões em que ao saber que não teria mídia os profissionais se levantam e vão embora sem participar da proposta.

Mas este modelo de negócio está fadado ao fracasso no digital, por isto existe um desespero generalizado por Big data, inteligência artificial, equipes gigantes para mostrar ao cliente, compra dos melhores softwares de pesquisa e crm, tudo para lá na ponta entregar KPIs para diretores que infelizmente não terão grandes comparativos se a campanha poderia ter sido melhor.

Volto então para nosso momento, a pandemia está ensinando muito, do Home office até como é trabalhar com pouca verba e com pouca verba, só fica quem faz o digital de verdade, quem é nativo deste mercado!

Veremos uma revolução na comunicação nos próximos 2 anos, sua empresa está preparada?

Se quiser falar mais sobre digital de verdade, liga pra gente 😉

Boas vendas!

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